sábado, 23 de abril de 2011

Bullying


Mais uma vez estou aqui para falar sobre um assunto que tem levantado grande polemica e revolta em certos casos. Então, vamos lá...
Nos últimos anos temos escutado muito falar no Bulying. Esse tipo de opressão tem se tornado muito polemico na sociedade, mas para você o que é o Bullying?
Esse transtorno é muito comum entre crianças, nas escolas ou nas ruas, ele é acompanhado de comportamentos inadequados, na maioria dos casos as “vitimas” são crianças com: excesso de peso, tímidas, quietas, com dificuldades de socialização, que sofrem por preconceito racial ou social. Eles são quem mais chamam a atenção de seus agressores, que sempre são crianças nominadas como “líderes” de certos grupinhos de amigos.
Hoje no Brasil é muito fácil encontrarmos um caso de Bullying nas escolas. O grande problema dos educadores é saber lidar com esse tipo de situação, a direção da escola também é responsável por manter a ordem dentro da instituição. Essa dificuldade de administrar um caso de bullying deve-se porque em certos casos os pais não vêem que esses atos de seus filhos podem ser prejudiciais ao colega da criança, os próprios pais vêem essa situação como uma brincadeira inocente entre crianças, que o filho só está se divertindo ou tendo uma atitude impensada. Mediante a essa situação, os responsáveis não punem a criança como se deve, não são capazes de reconhecer que esse tipo de atitude não é saudável para a criança. Por isso os educadores ao se depararem com essa situação, ficam sem saber exatamente o que fazer com o agressor, porque esse tipo de educação também começa de casa.
Temos tido alguns caso de bullying na mídia, no Brasil um caso recente que apontaram como caso de bulying, foi o massacre em uma escola municipal em Realengo (março de 2011) no Rio de Janeiro.
O acusado de matar as crianças (e logo em seguida se matou) deixou gravado em vídeo, que as opressões que ele sofreu naquela mesma escola quando adolescente foi o motivo dele ter feito aquilo, para ele foi uma forma de protesto contra os que cometem esse tipo de opressão contra o próximo.
Ele diz que na época de estudante naquela escola, o mesmo sofreu com agressões físicas e morais, intimidações e zombarias, relata também que sofreu pelo fato de seus colegas não respeitarem seu jeito tímido de ser e sempre o usavam como “piada” na frente de outros alunos. Pode ser esse o resultado para um caso de bullying? Será que o bullying é capaz de deformar a mente de uma pessoa?
São Paulo, 2003
Edmar Aparecido Freitas, 18 anos, era motivo de zombaria dos colegas de classe desde os sete anos de idade. Em 2003, ele foi ao colégio em que estudou armado com um revólver, atingiu nove pessoas e depois se matou.
(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/bullying:8)”
Até que ponto iremos aceitar esse tipo de comportamento entre nossas crianças? Crianças que crescem em uma geração violenta onde o que é comum de se ver, são mortes e violência para onde se olha.  Até quando os pais irão fechar os olhos para esse problema? Até quando irão fingir que o bullying não existe e tomar uma atitude diante dessa situação? Por que são os pais os principais conciliadores de seus filhos, é deles a obrigação de averiguar e orientar as crianças para o que é certo ou errado, são os responsáveis de conversarem com os seus filhos (tanto agressores como vitimas) e darem educação de como deve ser um comportamento descente perante uma sociedade, que já não aceita mais esse tipo de comportamento.
Você tem observado seu filho, sobrinho ou neto? Será ele uma vitima de bullying? Ou será ele um opressor? Lembre-se: você é responsável pela formação de caráter de cada criança e é exemplo para os adolescentes. Suas atitudes refletem sobre os menores, então cabe a você observar o comportamento das crianças e vê o que há de errado.
Os sintomas de das crianças que sofrem com esse tipo de opressão, é o medo, a depressão, o isolamento e perda de vontade de ir para a escola ou se socializar com outras crianças. Os agressores nem sempre apontam sinais de que praticam esse ato (até involuntariamente), mas agressividade com outras pessoas pode ser um sinal.
Então fique atento aos sinais, você pode evitar que a criança ou adolescente de hoje, seja o responsável de um ato violento que pode ocorrer amanhã. Temos visto claramente casos e quase que diariamente tragédias envolvendo o bullying, não sejam vocês contribuintes para a violência. Diga não ao bullying, existem muitas crianças que sofrem com esses atos. Vamos reconstruir a educação de nossas crianças. Pense nisso!
Por hoje é só... Até mais.


Ana Paula Marinho (23/04/2011)

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